Sobre o tempo

fevereiro 15, 2010

Rege a lenda de que uma tal de Pandora abriu um caixa deixando vazar todos os sentimentos deixando somente preso lá dentro a esperança. E se eu me atrevesse a dizer que na verdade não soboru nada?

A um tempo a fé me abandonou.

Porque em algum momento você para e pensa nas coisas que você realizou e com 21 anos eu não fiz absolutamente nada, nem sequer plantar um feijão no algodão eu fiz. Enquanto fumo meu cigarro observo do prédio que há varredores de rua. A quanto tempo não via um. Lembrei que li uma coisa a respeito deles, sobre serem os reis da rua e desempenhar a importante função de deixar as ruas mais limpas e consequentemente mais lindas. Eu penso comigo como esses lixeiros são importantes. Enfâse para uma conversa com o Fabricio.

“Quando eu disse que era uma pessoa sozinha eu não referi a estar com alguém. Eu falava de ser realmente sozinha. Para e pensa comigo, além do meu pai, quais, de todas as pessoas que eu tenho fariam alguma coisa por mim?”

É claro, ele não conseguiu pensar em ninguém. Não houve sequer uma pessoa da qual a memória dele atentasse e a minha também. Busquei uma lembrança de quando foi a última que eu recebi um telefonema de alguém que queria saber se estava tudo bem comigo, também não achei. Não me recordei sequer da última vez que eu recebi um e-mail de alguém que tinha tal preocupação antes que eu fizesse isso (com exceção do Caleb que usa de pretextos para perguntar se tá tudo ok, um querido).

A verdade é que eu não cultivei absolutamente nada nesses 21 anos, não conquistei nada, não mudei o mundo como eu projetei aos 6 anos de idade, não pintei um quadro abstrato como planejei aos 12, e não consegui uma coleção considerável de HQ’S como desejei aos 19. E pior que isso, distrui carros, entreguei meu pulmão ao diabo, troquei um coração por um figado e achei que estava lucrando, deixei as pessoas mais especiais irem embora (eu fiz as pessoas mais especiais irem embora). Gostaria de atentar ao fato de que o texto trata mais de uma irônia, porque falta aqui a ausência do elemento dramático, a dor. Enfâse no diálogo com o Luis.

“Eu pretendo parar de fumar. E eu parei de tomar Coca. Procurando soluções saudáveis porque o plano é viver mais.”

Agora eu repenso a resposta, e me atrevo a dizer que por mais sincera que tenha sido a informação eu menti. Naturalmente os remédios controlados, o excercício, a alimentação correta, o sono regulado tem muito mais haver com não deixar transparecer o meu desleixo e o meu desinteresse por um vida longa, a minha completa falta de perspectiva. E se de repente eu começo a fazer tudo correto, nada mais é porque talvez nem toda fé esteja perdida e eu acredito que em algum lugar do Paraiso, se é que Deus existe ele vai visualizar minha prontidão e minha vida regrada e me beneficiar com uma passagem mais rápida dessa pra melhor.

O que torna tudo isso repugnante é o fato de hoje, tudo isso não me parecer um problema. Quando foi que a indiferença tomou conta de mim?

Aos 22 pode ser que alguma coisa mude, pode ser que não…

Nublado com pancadas de chuva

setembro 9, 2009

Hoje o céu amanheceu cor de lápis HB. E um frio do inferno veio junto com ele trazendo aquela sensação de solidão que os dias frios e escuros trazem consigo. Algumas pessoas se matariam com esse sentimento, outras fariam um chocolate quente, e outras ainda ligariam para seus parceiros sob um convite de filme o que acabaria num sexo positivamente bom para todos os lados.  (eu acho que frio e sexo combinam).

Naturalmente eu prefiro ficar pensando no lápis HB, do que imaginar o que cada um faria no dia. As pessoas tem me dado mais preguiça e seria mais fácil que eu usasse o cinza HB e desenhasse meus próprios amigos imaginários com membros esquesitos e dotados de características super interessantes. Seria ótimo sabia? Porque eu tb desenharia uma cerveja verde, tipo uma Stella, mas ela chamaria Jenny, e eu nem sei dizer o porque do nome. Comeriamos uma pizza com queijo, palimito, manga, catupiry e assistiriamos vários filmes a noite toda…

Seria uma enorme vantagem que meus amigos fossem assim, até porque, se eu em cansace era só pegar a borracha e apagar. Mas obviamente isso é impossível, e ainda que fosse… preciso confessar…

EU NÃO SEI DESENHAR!

 

O tal do 21!

agosto 25, 2009

Tentem materializar a cena.

Duas cervejas verdes. Duas pessoas verdes. Elas estão conversando:

– Sabe. Falta menos de uma semana para o meu aniversário. Tô achando o erro! Meio velha sabe. Ah… e assim isso não tem nada haver com idade (não pense que isso tem alguma coisa com vc ser mais velho) mas é que eu estou ficando velha.

– Você? Porque você acha isso?

– Ah! Sei lá… você nunca se perguntou, ou se questionou em algum dos seu aniversários que não era bem assim as coisas? Eu me imaginava com 21 anos levando uma vida bem diferente!

(…)

Não clique! Brincadeiras de susto!

Não clique! Brincadeiras de susto!

 

Pois bem! De fato é isso. Farei 21 anos, e sou tomada pelo desespero de ficar mais velha e as coisas não terem sequer se dado ao luxo de envelhecer. Ainda que soa demasiado mentiroso, pouca coisa mudou, e minah vida não é exatamente aquilo que projetei pros 21.

Ainda pedem minha identidade porque desconfiam que sou mais nova. Roupa de criança ainda serve em mim. Eu não tenho um emprego. Não tenho namorado. Não faço compra com as amigas no shopping e nem saio todo fim de semana “estralannndddooo” como dizem por ai.

É quase um tédio saber que meu pai paga minha faculdade. Que acordo quase uma hora da tarde, que eu sofro pelo mesmo rapaz a quase 5 anos, e que minah trupe é um bando de homossexuais adoráveis e terríveis que (claro que é pedir demais) não em arranjam nem um cd com música descente!

Eu sei que toda, e qualquer mudança requer uma vontade própria, mas pra não dizer que nada mudou, a terceira idade me trouxe um bocado de cansaço. APOSENTEI AOS 21!

(…)

– Eu penso nisso as vezes minha querida. Mas se você não está satisfeita está na hora de mudar. Você acha que eu nunca me perguntei o que faço nessa cidade ainda? Ou porque eu, até hoje, estou no mesmo emprego? As coisas só mudam quando nós começamos a mudar. E acho que no fundo você até sabe disso.

– Eu sei. Mas tenho preguiça (risadinha mole, sem graça, meio desprezível). Me faz um favor? Pega uma Stella lá dentro da geladeira pra mim? Eu adoro essa cerveja verde.

Sobre relacionamentos e romances

agosto 3, 2009

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Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.

(Fernando Pessoa)

Marina chegou essa semana com a seguinte sugestão:

“Polly Perkins” , acho que deveriamos vender nossa história para um seriado. Da nossa turma sabe? Estilo friends. Temos o relacionamento Gay, que é o Alex e o Leandro. Temos o lésbico que é eu e a Jaque, o hetero que é você e du, e o não sei que nome dou para a Flavinha e o Tom, que é ex gay (?????).

Achei a idéia fantástica, deveriamos mesmo ter um seriado só nosso, com o que todos nós ja passamos. É claro que isso não vai acontecer, tão pouco seria bom ver meus problemas multifacetados na TV. Mas será que os telespectadores iriam chorar comigo ou morrer de rir comigo? (idéia idiota).

Hoje as coisas estão no seguinte pé. Não vejo mais a Flávia direito desde quando ela namora o Tom. O Leandro e o Alex se amam. Marina e Jaque estão terminadas mas vivem ficando. E eu não namoro mais o du, e ainda tentamos ser amigos, e de repente apareceu um outro Eduardo que é meu amigo mas ta tentando ser alguma outra coisa (s/ compromisso é claro). Jesus… em 3 paragrafos só tem confusão já! Rs

Mas o fato é que isso na verdade era uma introdução para eu falar de romances que fracassaram ou não. Toda tentativa é válida. Toda forma de gostar é nobre, toda carta de amor é realmente rídicula. Mas o fato é que entre gostar e se relacionar existe uma grande diferença. Pensando nisso é que cheguei na conclusão que as veze sé bem mais fácil se relacionar com pessoas que não amamos.

Acabo de descobrir que sou romântica. Ainda que eu seja uma romântica pós-moderna quase niilista, sou  romântica. Ainda que ache passada essa idéia das flores, do bombom e das rídiculas cartas de amor, sou romântica mesmo e adoro surpresas. Basta me fazer uma surpresa pra eu ficar felizérrima a semana inteira.

Sabe porque descobri isso? Estive pensando porque gostamos de algumas pessoas mais do que as outras, porque amamos alguém como principe encantado e porque amamos outras pessoas de diferentes formas, porque temos paixões avassaladoras e situações em que só restava dizer : UÓ!

Eu gosto das pessoas justamente pelas suspresas que me fazem. E isso é muito sério! É muito verdadeiro. Algumas pessoas se tornaram inesqueciveis justamente poR fazerem do momento simples, uma eterna recordação. Teve o dia de lavar o carro. O dia que dancei Michael Jackson em cima da cama, o dia que eu dancei uma música imaginária com alguém na sala. É claro que teve mais momentos, mas o que eu quero dizer é que justamente o momento torna as pessoas eternas, porque o que as difere é justamente o que ela faz no tempo que você está com ela!

Dos outros relacionamento eu não sei. Eu só tive dois namorados e um número razoáveis de garotos na minha vida. Alguns eu quase me esqueço dos nomes, outros eu lembro deles e caio na gargalhada de lembrar de alguma coisa boa que ficou lá atrás.  Pouco me intormeto na relação alheia desses meus amigos de seriado. Mas sei que o Le é estúpido, o alex é compreensivo, a flávia apaixonada, o tom é doido, a marina gosta de sofrer, a jaque sofre sem querer, o du é sério, e eu, eu estou sozinha.

Passo os dias procurando os momentos inesquecíveis com quer que esteja do meu lado. Bebo com os amigos da velha, faço ginástica em casa com o leandro, danço Michael Jackson com o Pensante em cima da cama, conto um segredo pro Alex, faço comparações do meu corpinho magrelo com o corpinho magrelo da marina e dou carona pra Jaque. E posso dizer, tem sido tudo muito bom… Tem tudo sido surpreendente como eu gostariaque fosse.

Mas como já disse, sou uam romantica pós -moderna, e ainda falta algo, na verdade não falta, acho que faltou. Eu esperei o antigo Du me mandar um e-mail, me comprar um Mc donald’s ou chegar na minha casa e pedir pra fugir comigo. Nada disso veio, e por isso sou a primeira pessoa do seriado a ficar solteira. Enfim….

 

como será a próxima temporada?

 

Uma beija!

 

Cartão Postal

julho 17, 2009

 

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” São Paulo, 12 de julho de 2009

Meu caro Amigo

Todos já foram durmir depois de um dia regado de chuva na Capital, o céu continua  com o mesmo vermelho de todo o sempre, e os carros mostram que a cidade não para.

Todos dormem aqui no quarto, somente eu sou tomada pela insônia que vez ou outra me deixa a pensar em coisas das quais eu gostaria com toda sinceridade esquecer. Não há como apagar o passado, não da pra projetar o futuro, não dá nem pra acreditar que jogamos UNO por quase uma noite inteira.

O Caminho é incerto para todos nós, e de nariz escorrendo e peito carregado, fico a pensar que eu provavelmente teria mudado o mundo há algum tempo atrás.  Eu com certeza acreditei filmente na possibilidade de que mudando o mundo eu me tornaria uma pessoa melhor.

Entretanto, é com grande pesar que declaro aqui, nesse frio, que o tempo me fez enferrujar, que meu coelho passou depressa, eu minhas pernas doiam demais para eu correr atrás dele. Minhas decisões não são nada mais que ações tomadas esperando a lei de Newton ser tomada por si só. ” Beijos não são contratos e presentes não são promessas”, e que o resultado da falta de vontade de querer algo melhor que tomar coca cola e jogar UNO em um dia de frio é o simples fato de não merecer algo melhor!

Deixo o tempo, o frio e o céu vermelho fazer o trabalho que minha batida de carro contra o muro não fez. Alguns devem acreditar que o que eu mereço é uma morte lenta e dolorosa. Eu concordo plenamente.

Cordialmente Nathália Helena Medeiros Santos (Uma Polly Perkins aposentada)

E eu? Não vou nada bem…

junho 26, 2009

Chatterton suicidou
Kurt Cobain suicidou
Getúlio Vargas suicidou
Nietzsche Enlouqueceu
E eu …não vou nada bem

(Ana Carolina e Seu Jorge)

Pois é! Eu não vou nada bem.

Um dos maiores problemas de estar no momento mimimi da vida é a falta de perspectiva que me dá. Eu lá não tenho vontade de fazer é absolutamente nada, e o fazer nada ainda me é mais irritante ainda. Como disse, poucos dias atrás para um grande amigo, eu até faria algo para morrer, mas morro de preguiça.

Tá bom! CONFESSO! Eu não só tenho preguiça como também sou tomada por um medo indescritivel, afinal se eu não for bem sucedidade as coisas vão ficar ainda piores, e as vozes em minha cabeça vão dizer: “Você não presta nem para morrer, coitada”. Tudo bem CONFESSO de novo que os psiquiatras já me explicaram que as vozes na minha cabeça são da esquizofrênia, mas enfim, eu ainda ia ouvi-las.

Pensei em cortar os pulsos, uma morte lenta e bem sofrida, mas imagina só a bagunça que eu ia fazer no banheiro. A Dona Zélia (minha querida dona do lar) ia morrer de ódio.

Também pensei em amarrar a corda no lustre do meu quarto e (tchan) morrer enforcada, mas imagina que horror meu pai me encontrando com o pescoço torto? Ia ser uó!

Ou imagine enfiar a cabeça no forno com o mesmo ligado! Ia ser órtimo e muito bem sucedido, mas e a minha aparência. Fazer uma linha Soraia queimada (Vulga vilã da novela Maria do Bairrro) não ia ser nada legal… e se eu sobrevuvesse imagina aquele cabelo crespo e fedido! Sem chance!

Como não realizo nenhuma das minhas fabulosas fantasias, fico aqui, projetando planejando e morrendo de preguiça de fazer qualquer coisa. Aliás, até de pensar nisso tenho preguiça. E se o Sr. Seu Deus não é bacana o sufciente para me mandar dessa para melhor eu devo estar merecendo esse castigo. Enquanto isso vou cantarolando: “Goya enlouqueceu, e eu não vou nada bem, não vou anda bem”.

 

NOTA IMPORTANTÍSSIMA: É! Enquanto uns suicidam e outros planejam, outros morrem mesmo querendo viver. Lá se foi o Jackson 5 mais importante da história da música! Que no céu tenham muitos garotos! AMÉM!

O Mágico de Oz…

junho 23, 2009

dorothy

 

Somewhere, over the rainbow, way up high.
There’s a land that I heard of Once in a lullaby.
Somewhere, over the rainbow, skies are blue.
And the dreams that you dare to dream
Really do come true.

(Somewhere, over the raibown) 

Essa semana me aconteceu uma coisa inesperada. Fui bsucar um casal de amigos que havia, acabado de chegar de São Paulo quando ganhei um presente. Quandro abri, era uma fotografia em P&B (linda) do primeiro Mágico de Oz, com um lindo verniz por cima.  Abracei o presente, abracei eles, e quase chorei (porque é fato, estou em um momento muito mimimi da vida).

A foto, é uma clássica cena do filme em que Dorothy, o Homem de lata (meu preferido), o Leão e o espantalho estão batendo no castelo do Mágico de Oz. Para quem já assistiu, e gosta é uma cena fácil de se lembrar! Mas então…. ai resolvi dizer que gostei eternamente do presente e falar um pouquinho do filme.

O filme pra mim, é uma das melhores adaptações de livro que eu já vi, e prova que filmes infantis não precisam ser idiotas paa divertirem. Aliás, prova ainda mais, prova que filmes infantis podem ser superadultos e tratar de temas superimportantes tais como valorização da família, ao nosso lar mesmo que as coisas na vida real sejam bastante diferentes.

Toda a aventura desde o momento em que Dorothy é epga pelo furacão, até o final dos finalmentes o filme é extraordinário, a trilha sonora, a passagem do P&B para o colorido, entre outras. É impressionante como uma técnica tão nova tenha sido usada de maneira tão eficiente pela arte e pela fotografia, como  inspiração teatral é óbvia e cativante. Até as plantes que são de plástico verde e claramente falsas não incomoda, não parecem ridículas ou mal feitas. É tudo absurdamente bonito, desde os pequenos detalhes até às gigantescas pinturas que servem como fundo para as seqüências.

Mas de toda a história o que pra mim é amsi bonito e válido na aventura, é a busca de todos os personagens para encontrar algo que eles querem tanto e que nunca se deram conta que eles já tem. Quer pessoa do melhor coração que o Homem de Lata, e aquele Leão engraçado se mostra várias vezes super corajoso, até o Homem Espantalho surpreeende, ele tem um cérebro maior que o meu. Rs

Enfim, pra mim é e sempre será um classico dos clássicos, de uma época Hollywoodiana que hoje falta. Nunca perdoarei a cantora Pitty de ter usado o Homem de Lata em seu clipe uó, e vou pendurar a fotografia na parede do meu quarto. E quando eu pensar que alguma coisa me falta, vou me imaginar buscando o tal Mágico de Oz, e talvez ele me mostre que eu já tenho um coração, um cérebro, e coragem pra seguir em frente (ponto)

Uma beija!

 

Um agradecimento

junho 22, 2009

Eu não lembro de ter assumido nunca, que eu tenho uma mania esquisita de afastar as pessoas legais de perto de mim. Não sei se isso é algo inconciente, ou se eu faço calculando demais, só é fato que costumo me digirir pra longe de pessoas bacanas.

 Uma beija!

 

Vamos voltar um pouco no tempo: Janeiro de 2009

Em conversa com naquela época ex-namorado (e atualmente atual ex-atual namorado) lá estava ele me agradecendo por um uma declaração momentanea de 6 meses atrás. Estava dizendo para ele que algumas coisas tem seu tempo, e que as vezes é tarde demais para agradecer as coisas que já passaram. Ele discordou e disse que nunca é tarde. Ele tem razão, nunca é tarde para agradecer, mesmo que seja tarde para o agradecimento ter determinado efeito.

Sobre essa mexechão no arquivo, encerro aqui. Vamos voltar para o presente

Hoje me peguei pensando, se é tarde, ou se não é. Acho que a necessidade de agradecer, cedo ou tarde varia de individuo para individuo, mas a verdade é que eu queria ter falado para algumas pessoas o quanto sou grata a elas. Uma em especial. Uma que nem sequer imagina o quanto sou grata, uma pessoa que me tirou do buraco, que me salvou e nem sabe.

Em algum momento entre o bem que essa pessoa me fez, e eu consesguir reconhecer isso faltou um “muito obrigada” que registro agora, um obrigada por me dizer o que eu queria/precisava ouvir, no momento que eu eu precisava. Reconheço o quanto especial companhia me fez acreditar em coisas que eu já havia esquecido, voltar a gostar de coisas que eu desgostava, perceber que se você perde alguma coisa em quarto bagunçado, um dia sem mais nem menos é possível encontrar, dentro de um porta jóias, ou na gaveta das meias.

 Reconheço que o silêncio pode ser uma ótima companhia, que conhecer um lugar novo é indispensável para uma mudança de astral e que é interessante estar com pessoas que te estimulam a tomar sorvete. Existem pessoas que são assim, doces e inteligentes e que sem perceber fazem as coisas melhorarem quando você sente que está tudo fracassando. Ainda bem que, mesmo perdidas, existem ainda pessoas assim.

Eu poderia ter agredecido no momento exato, ams não o fiz. Ainda acredito que as coisas tem seu tempo, e se o tempo passou e o silêncio ficou, é tarde demais para agradecer. E se registro aqui e agora esse agradecimento, nada tem haver com necessidade, mas o faço para me lembrar que em um dia que me peguei pensando, e nesse dia eu soube que sou eternamente grata, e que bem que essa pessoa me fez tem efeito infinito, que ela mesmo desconhece, que até eu mesma desconhecia!


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