
“Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas. “
(Fernando Pessoa)
Marina chegou essa semana com a seguinte sugestão:
- “Polly Perkins” , acho que deveriamos vender nossa história para um seriado. Da nossa turma sabe? Estilo friends. Temos o relacionamento Gay, que é o Alex e o Leandro. Temos o lésbico que é eu e a Jaque, o hetero que é você e du, e o não sei que nome dou para a Flavinha e o Tom, que é ex gay (?????).
Achei a idéia fantástica, deveriamos mesmo ter um seriado só nosso, com o que todos nós ja passamos. É claro que isso não vai acontecer, tão pouco seria bom ver meus problemas multifacetados na TV. Mas será que os telespectadores iriam chorar comigo ou morrer de rir comigo? (idéia idiota).
Hoje as coisas estão no seguinte pé. Não vejo mais a Flávia direito desde quando ela namora o Tom. O Leandro e o Alex se amam. Marina e Jaque estão terminadas mas vivem ficando. E eu não namoro mais o du, e ainda tentamos ser amigos, e de repente apareceu um outro Eduardo que é meu amigo mas ta tentando ser alguma outra coisa (s/ compromisso é claro). Jesus… em 3 paragrafos só tem confusão já! Rs
Mas o fato é que isso na verdade era uma introdução para eu falar de romances que fracassaram ou não. Toda tentativa é válida. Toda forma de gostar é nobre, toda carta de amor é realmente rídicula. Mas o fato é que entre gostar e se relacionar existe uma grande diferença. Pensando nisso é que cheguei na conclusão que as veze sé bem mais fácil se relacionar com pessoas que não amamos.
Acabo de descobrir que sou romântica. Ainda que eu seja uma romântica pós-moderna quase niilista, sou romântica. Ainda que ache passada essa idéia das flores, do bombom e das rídiculas cartas de amor, sou romântica mesmo e adoro surpresas. Basta me fazer uma surpresa pra eu ficar felizérrima a semana inteira.
Sabe porque descobri isso? Estive pensando porque gostamos de algumas pessoas mais do que as outras, porque amamos alguém como principe encantado e porque amamos outras pessoas de diferentes formas, porque temos paixões avassaladoras e situações em que só restava dizer : UÓ!
Eu gosto das pessoas justamente pelas suspresas que me fazem. E isso é muito sério! É muito verdadeiro. Algumas pessoas se tornaram inesqueciveis justamente poR fazerem do momento simples, uma eterna recordação. Teve o dia de lavar o carro. O dia que dancei Michael Jackson em cima da cama, o dia que eu dancei uma música imaginária com alguém na sala. É claro que teve mais momentos, mas o que eu quero dizer é que justamente o momento torna as pessoas eternas, porque o que as difere é justamente o que ela faz no tempo que você está com ela!
Dos outros relacionamento eu não sei. Eu só tive dois namorados e um número razoáveis de garotos na minha vida. Alguns eu quase me esqueço dos nomes, outros eu lembro deles e caio na gargalhada de lembrar de alguma coisa boa que ficou lá atrás. Pouco me intormeto na relação alheia desses meus amigos de seriado. Mas sei que o Le é estúpido, o alex é compreensivo, a flávia apaixonada, o tom é doido, a marina gosta de sofrer, a jaque sofre sem querer, o du é sério, e eu, eu estou sozinha.
Passo os dias procurando os momentos inesquecíveis com quer que esteja do meu lado. Bebo com os amigos da velha, faço ginástica em casa com o leandro, danço Michael Jackson com o Pensante em cima da cama, conto um segredo pro Alex, faço comparações do meu corpinho magrelo com o corpinho magrelo da marina e dou carona pra Jaque. E posso dizer, tem sido tudo muito bom… Tem tudo sido surpreendente como eu gostariaque fosse.
Mas como já disse, sou uam romantica pós -moderna, e ainda falta algo, na verdade não falta, acho que faltou. Eu esperei o antigo Du me mandar um e-mail, me comprar um Mc donald’s ou chegar na minha casa e pedir pra fugir comigo. Nada disso veio, e por isso sou a primeira pessoa do seriado a ficar solteira. Enfim….
como será a próxima temporada?
Uma beija!
agosto 17, 2009 às 3:16 am |
muito lindo o texto se kuando vejo texto grande me da uma fadiga mas como eh pra um boa causa faco um esfosso
agosto 17, 2009 às 3:43 am |
Se for um seriado bom, com coisas interessantes, pode vender sim rs.
E quando a gente gosta, é bem diferente, você deve estar sentindo isso, não é mesmo?
Beijos.
agosto 17, 2009 às 4:33 am |
Como um mestre do jornalismo, Gay Talese, afirma sempre: toda história é interessante. Ou seja, toda história pode se transformar em um seriado. A vida é fantástica e os personagens dela também são.
Só para constar: amo o poema do Pessoa, porque assim como ele, também já escrevi cartas de amor que como todas as outras, são ridículas.
Adilson
http://www.ceucaindo.blogspot.com
agosto 17, 2009 às 12:02 pm |
Que romântico! Cada um de nós tem uma história de vida que dá um seriado de TV. Quantos deles terminarão com um “e foram felizes para sempre”?
Parabéns pelo blog.
novembro 23, 2009 às 7:18 pm |
Acho justo. =D